A VERDADE NÃO TEM, COMO QUER O MPLA, PRAZO DE VALIDADE
Os angolanos não devem ficar calados perante o que se está a passar, “porque é preciso começar a resgatar o país das mãos dos que o conspurcam”, defende o jornalista Rafael Marques.
“É
fundamental. É preciso começarmos a resgatar o país das mãos daqueles que conspurcam o nome de Angola e fazem de Angola uma coutada privada”, frisa Rafael Marques.
As condenações em tribunal do anterior responsável da “secreta” angolana, general Fernando Miala, e do director do semanário “Angolense”, Graça Campos, e a “arbitrariedade” das autoridades no alegado motim da cadeia de Luanda levam Rafael Marques a considerar que “os angolanos não devem ficar calados”.
“O que deve ser dito de forma clara e inequívoca é que o que está a acontecer em Angola não merece o silêncio dos angolanos. Merece a denúncia, merece a repulsa”, destacou. No caso do general Miala, condenado a quatro anos de cadeia, Rafael Marques confessa que não ficou surpreendido com a decisão do tribunal.
“Angola não se rege pelas regras do Direito. Rege-se pelas normas do poder arbitrário. Logo a sentença não podia ser uma surpresa”, salientou.
“Era preciso eliminar o homem. Um homem que durante muitos anos pensava que estava a servir o país, mas que, na verdade, estava a servir um grupo de indivíduos, encabeçado pelo Presidente da República (José Eduardo dos Santos)”, disse.
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